
Eu sabia exatamente o que eu sentia por ele, e admito: nunca chegaria a ser amor. Eu o odiava tanto que nem imaginava ele perto de mim. Odiava aquele jeito dele, de se achar tanto, de achar que ele é melhor que todo mundo. O seu jeito convencido me deixava com mais ódio dele ainda. Evitava encontra-lo, mas era quase impossível, já que tínhamos mil amigos em comum. Não posso dizer que o odiava, pois ainda odeio muito esse jeito infantil dele. Mas de uns tempos pra cá, as coisas têm mudado: tenho achado graça em algumas coisas que ele diz, e não tenho mais evitado nossos encontros. Parece que nossa amizade vai renascer nas cinzas de todo esse ódio.
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