quinta-feira, 28 de abril de 2011

Nostalgia… Saudade Conformada

Nostalgia… Saudade Conformada As pessoas sempre confundem os sentimentos de nostalgia e saudade,  pensam que é a mesma coisa. Não é. Nostalgia dói mais que saudade, mais  que bater com a porta nos dedos, mais que cólica de rim. Nostalgia é  como o fim do dia: a única saída é se conformar, já foi. Saudade a gente  aguenta, inquietamente, e logo a gente cura. Saudade a gente sente quando entra em um ônibus para ir embora, saudade  da pessoa amada que fica, mas sabe que vai voltar a vê-la. Nostalgia é  quando após alguns anos, você se lembra desse momento, que às vezes até  se repete, mas não é a mesma coisa… Saudade é quando o ser amado foi embora, mas o amor ainda ficou. Nostalgia é quando o amor também se foi… Saudade a gente sente quando deixa os pais em casa e vai morar sozinho,  em qualquer canto desse mundo. Nostalgia é quando a gente lembra de  quando eles jogavam bola ou brincavam de boneca com a gente… A gente sente saudade da vovó, que mora longe e cada vez que a visitamos  ela aparece com um monte de comidas gostosas. Nostalgia é quando já não  se tem a vovó, mas ainda sentimos o gostinho das guloseimas que ela  fazia… Saudade a gente tem de um amigo que se mudou para outra cidade ou país.  Nostalgia é o que sentimos ao lembrar das brincadeiras de quando éramos  crianças, e saber que agora quem brincam são seus filhos… A gente sente saudade da nossa casa quando viaja e fica um tempo fora. E  nostalgia quando a gente lembra de tudo o que viveu ali, na casa agora  abandonada… Saudade a gente pode ter de um brinquedo, de andar de bicicleta.  Nostalgia é o que sentimos quando nos lembramos de como era simples e  feliz nossa infância… Temos saudade de sentar na varanda à tarde com nosso avô e ficar jogando  conversa fora. E nostalgia quando o avô se vai, anoitece, e esse  momento não se repete mais. Sentimos saudade dos nossos cachorros quando passamos um fim de semana  fora. Nostalgia, quando lembramos deles pulando na gente, mas só vemos a  casinha que está vazia.  Saudade é um sentimento urgente, nostalgia não tem solução: a gente só  se conforma. Saudade é a ausência provisória de alguém, nostalgia é a  ausência eterna de um momento. “Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença” –  dizia Lispector. Então, nostalgia é quando toda a comida cessou.

As pessoas sempre confundem os sentimentos de nostalgia e saudade, pensam que é a mesma coisa. Não é. Nostalgia dói mais que saudade, mais que bater com a porta nos dedos, mais que cólica de rim. Nostalgia é como o fim do dia: a única saída é se conformar, já foi. Saudade a gente aguenta, inquietamente, e logo a gente cura.
Saudade a gente sente quando entra em um ônibus para ir embora, saudade da pessoa amada que fica, mas sabe que vai voltar a vê-la. Nostalgia é quando após alguns anos, você se lembra desse momento, que às vezes até se repete, mas não é a mesma coisa…
Saudade é quando o ser amado foi embora, mas o amor ainda ficou. Nostalgia é quando o amor também se foi…
Saudade a gente sente quando deixa os pais em casa e vai morar sozinho, em qualquer canto desse mundo. Nostalgia é quando a gente lembra de quando eles jogavam bola ou brincavam de boneca com a gente…
A gente sente saudade da vovó, que mora longe e cada vez que a visitamos ela aparece com um monte de comidas gostosas. Nostalgia é quando já não se tem a vovó, mas ainda sentimos o gostinho das guloseimas que ela fazia…
Saudade a gente tem de um amigo que se mudou para outra cidade ou país. Nostalgia é o que sentimos ao lembrar das brincadeiras de quando éramos crianças, e saber que agora quem brincam são seus filhos…
A gente sente saudade da nossa casa quando viaja e fica um tempo fora. E nostalgia quando a gente lembra de tudo o que viveu ali, na casa agora abandonada…
Saudade a gente pode ter de um brinquedo, de andar de bicicleta. Nostalgia é o que sentimos quando nos lembramos de como era simples e feliz nossa infância…
Temos saudade de sentar na varanda à tarde com nosso avô e ficar jogando conversa fora. E nostalgia quando o avô se vai, anoitece, e esse momento não se repete mais.
Sentimos saudade dos nossos cachorros quando passamos um fim de semana fora. Nostalgia, quando lembramos deles pulando na gente, mas só vemos a casinha que está vazia. 
Saudade é um sentimento urgente, nostalgia não tem solução: a gente só se conforma. Saudade é a ausência provisória de alguém, nostalgia é a ausência eterna de um momento.
“Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença” – dizia Lispector. Então, nostalgia é quando toda a comida cessou.

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